
Não costumo escrever posts muito pessoais, na verdade utilizo o blog como forma de divulgação do meu trabalho, mas acho que esse vale.
Amanhã é aniversário de 2 anos do meu pequeno, e como o meu presente para ele inclui um barrigão de 9 meses que logo dividirá o quarto, os pais, os avós e o resto da vida com ele…a única coisa que pude organizar foi a festinha da escola. Comprei com antecedência pratinhos, copos, chapeuzinhos com o tema da Vila Sésamo que ele adora. O bolo? Não sabia se estaria em casa ou na maternidade, então deixei em aberto.
Hoje, domingo, “pulei” da cama (como se fosse possível) às 7 e fui para a cozinha. O pequeno não dormiu em casa, afinal de contas já fará 2 anos, o que lhe permite a independência (a dele e a nossa) de dormir na casa dos avós de final de semana. Separei os ingredientes, os enfeites, um montão de m&m para decorar e ao som de “transas e caretas” do trio los angeles (que nostalgia) coloquei a mão na massa.
E pensei em tantas coisas, nos meus aniversários na escola, nos bolos embrulhadinhos (até hoje lembro do recheio de um deles, com uns 4 anos na festa de uma amiga), nos tantos bolos que já vi minha mãe fazer, de ficar ao lado para lamber a batedeira, e em como isso se tornou natural para mim, cozinhar, criar, mexer, transformar, imaginar…e mesmo pertencendo à geração do “DISK – ENCOMENDO O MAIS LINDO – MINHA VIDA TA UMA LOUCURA – NAO TENHO TEMPO PRA NADA”, longe de heroísmos, eu me orgulho em dizer que sim, eu tenho tempo para essas coisas.
Em plena era da pasta americana, ousei fazer um bolo cheio de recheio e lotado de cobertura de brigadeiro, assim meio desmilinguido, bem tortinho, com cara de mamãe fez com carinho. Pena só ele não estar aqui para lamber o restinho, mas não faltarão aniversários.
Claro que isso tudo já me inspirou a fazer um monte de desenhos, com cara de bolo e brigadeiro para enfeitar o lar alheio.
Aproveito para agradecer à minha mãe, que dentre tantas outras coisas, sem saber, me ensinou a “bater um bolo, assim, num instantinho”!


