24abr

Eu tenho tempo para essas coisas

bolo

“Amanhã é o aniversário de 2 anos do meu filho mais velho (sim, agora ele passará a ser o mais velho). Como o meu presente inclui um barrigão de 9 meses que logo dividirá o quarto, os pais, os avós e o resto da vida com ele, o que consegui organizar foi a festinha da escola. Comprei pratinhos, copinhos e enfeites com o tema da Vila Sésamo que ele adora. E o bolo? Olha ele aí:

Hoje, domingo, pulei da cama (como se fosse possível com uma barriga deste tamanho) às sete e fui para a cozinha. O pequeno não dormiu em  casa, afinal de contas já fará dois anos, o que lhe permite a independência (a dele e a nossa) de dormir na casa dos avós aos finais de semana. Separei os ingredientes, os enfeites, um montão de M&M para decorar e coloquei a mão na massa. E pensei em tantas coisas. Nos meus aniversários na escola, nos bolos embrulhadinhos em papel alumínio, nos tantos bolos que já vi minha mãe fazer, de ficar ao lado para lamber o restinho e em como isso se tornou natural para mim: cozinhar, criar, mexer, imaginar e transformar e, mesmo pertencendo à geração do “DISK-ENCOMENDO O MAIS LINDO – MINHA VIDA ESTA UMA LOUCURA – NAO TENHO TEMPO PRA NADA“, longe de heroísmos, eu me orgulho em dizer que sim, eu tenho tempo para essas coisas.

Em plena era da massa americana, ousei fazer um bolo cheio de recheio e lotado de cobertura de brigadeiro, assim meio desmilinguido, bem tortinho, com cara de mamãe fez com carinho. Aproveito para agradecer à minha mãe, que dentre tantas outras coisas, sem saber, me ensinou a bater um bolo, assim, num instantinho.”

28jan

15 Coisas Inúteis que Você Não Sabe Sobre Mim.

 

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Garance Doré é uma ilustradora de moda que amo de paixão. Amo muitas coisas de paixão, sei disso. Seu trabalho, site e blog são pura inspiração para mim. Outro dia li um post dela cheio de curiosidades inúteis e pensei: se até ela se rende, o que tenho a perder? O título era: 25 coisas inúteis que você não sabe sobre mim. Achei uma maneira bem legal de descobrir suas particularidades sem precisar sentar na mesa ao lado e prestar atenção na conversa (adoraria fazer isso, mas seria difícil encontra-la por acaso em NY, ou não?) Você já reparou quantas coisas consegue descobrir sobre alguém simplesmente sentando na mesa ao lado? Então aqui vão algumas minhas, filtrei para 15, acho que tá bom né? Vai que você precisa pagar a conta e ir embora:

1 – Amo batata chips de vinagre e sal, daquelas de arder a língua de tão ácidas.

2 – De seis em seis meses mais ou menos, eu tenho um surto e mudo todos os objetos da casa de lugar. Meu marido já chegou no hall de casa e apertou outro andar achando que não era a casa dele por exemplo. Deixei bem claro que eu não mudo de marido.

3 – Eu lia Luis Fernando Veríssimo aos 7 anos e minha mãe achava que eu era uma gênia. Sorry mãe…

4 – Tenho mania de colecionar palavras que acho legais como POPPY SEED (semente de papoula) e BUBBLE GUM por exemplo.

5 – Minha memória é espetacular e até me assusta algumas vezes. Mas não consigo lembrar de qualquer cena em que eu fizesse lição de casa.

6 – Fico muito irônica ao me sentir cansada ou nervosa.

7 – Em minha primeira prova na escola, escrevi ABRIL ao invés de ABRIU a porta e fiquei muito brava por não tirar 10. Tenho até os 90 pra ficar menos crítica, ok? Depois disso levarei a vida numa boa.

8 – A Meryl Streep é a minha Beyonce. Quero chegar aos 60 pulando de bomba no mar como ela fez em Mamma Mia e já assisti pelo menos 20 vezes “SIMPLESMENTE COMPLICADO” só para me sentir na cozinha da Jane. Por causa disso descobri a receita de sorvete de lavanda. Ela é sempre minha personagem favorita.

9 – Presto atenção na conversa da mesa ao lado e ensaio respostas engraçadas a respeito.

10 – Na quarta série fiz uma redação tão bacana que a professora quis xerocar para todos. Me orgulho disso até hoje.

11 – Eu e outra amiga fomos as primeiras da turma a experimentar cigarro aos 13. Depois levamos uma por uma para experimentar também. Mas nunca tive vocação para fumante.

12 – Amo comprar calcinhas e cuecas para os meus filhos (para mim também mas as deles são mais baratas).

13 – Quando cozinho um bolo, na hora de ir ao forno faço um pedido e desejo coisas boas. Fiquei com vergonha de revelar essa, mas adoro rituais.

14 – Eu tomo banho à luz de velas pelo menos uma vez por semana. Nem pense numa cena luxuosa, é que o escuro me traz a paz que eu preciso.

15 – Gosto de escrever bobagens. Gosto de observar as particularidades bobas do mundo. Eu acho graça em detalhes.

Agora é com você. Tente. É muito legal e mais barato que terapia. Depois me conte alguma?

Aqui o link se você quiser espiar a Garance, será que somos parecidas? http://www.garancedore.fr/en/2013/12/17/25-things/

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05nov

Maira Kalman

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Adoro pessoas que escrevem bem. Adoro pessoas que escrevem com humor. Adoro pessoas que escrevem.

E se a pessoa além de escrever, desenhar? Imediatamente entra no meu hall da fama.
E se a pessoa for a autora, ilustradora e designer Maira Kalman?
Eu morro de amores!
Nascida em Israel e radicada em NY, já ilustrou diversos livros infantis e adultos, capas de revistas importantes, exposições, vitrines etc.
Mas o trabalho o qual mais gosto é a antiga coluna online no The New York Times transformada no livro “The Principles of Uncertainty” – um mix de registros do dia a dia e  questionamentos pessoais, tão cheio de sensibilidade e humor – um deleite. Quase como ouvir a conversa da mesa ao lado e fazer analogias, eu tenho essas manias!
Maira é dona de um traço lindo, suave e colorido e observações hora sensatas, hora quase neuróticas, carregadas de humor judaico (ops, uma identificação?). Mistura o desenhar e o escrever da melhor maneira que conheço.
Me faltam palavras para descrever o seu trabalho.
Beijos Maira, sou tão sua fã!
Aqui o link para o  TED Talk que ela participou – uma delícia!
Capas Revista New Yorker

Capas Revista New Yorker

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17out

Made with Love and Fun

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Posso começar pelo final? É assim: os produtos da IDEIA DA LU (para quem não leu na descrição do meu perfil, é a marca infanto-juvenil de decoração e acessórios que desenvolvi) estão em fase de “quase prontos” e ensaiando para a feira infantil BABY BUM. No mês que vem, estarão todos disponíveis pela loja virtual, mas enquanto isso não acontece, as embalagens chegaram e quero me exibir para dar um gostinho do que vem por aí.

A minha real intenção com os produtos – vou ser bem direta, tá? – é fazer você morrer de vontade de presentear alguém. Por isso, além de caprichar em cada um deles, desenvolvi uma embalagem que não dá pra resistir, daquelas que a gente não quer jogar fora. Tentei imprimir a mensagem que vem antes de tudo que faço: MADE WITH LOVE AND FUN, porque não basta ser açucarado, tem que ser divertido também! Concorda comigo?

Dê uma fuçadinha: prometo não guardar só para mim.

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15out

Eu leio livros de Cozinha

Confesso: eu leio livros de cozinha (não gosto do termo livro de culinária, tá?). E quando digo leio, é ler mesmo, de cabo a rabo, leio os depoimentos, as histórias de cada autor/autora, estudo as receitas, faço anotações, rabisco,  fotografo as produções para depois lembrar, namoro cada um deles, morro de ciúmes e juro que alguma hora coloco em prática.

Ok, temos ótimos títulos no Brasil, mas não tem jeito, toda vez que viajo recheio a mala com mais alguns, mesmo sabendo que vale mais a pena comprar pela Amazon para não pesar (faço isso também), mas não resisto ao apelo visual.

Gosto muito de cozinha mediterrânea, de ingredientes frescos e, se engana que pensa que é complexo: folhas verdes, espinafre, tomates, limão, figos, frutas em geral, cogumelos, queijos e uma infinidade de alimentos proporcionam combinações fantásticas. Cozinhar com bons ingredientes é mais simples do que parece, mais gostoso e bonito também.

Olha aí minhas recentes descobertas “literárias”. Quero dividir aos poucos dicas do que faz sucesso lá em casa e agrada a gregos e troianos. Wait and see! (prometo posts mais curtos ok, é só pra começar – não me contive).

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1 – My Father’s Daughter – Gwyneth Paltrow – amo ela! Neste livro ela conta um pouquinho da vivência na cozinha junto ao pai que já faleceu, e inspira de montão o ato de cozinhar em família e para a família!

2 – The Little Paris Kitchen – Rachel Khoo – O programa de TV dela “The Little Paris Kitchen” ja passou na GNT mas no youtube é fácil encontrar ou ler a respeito no site dela. A partir de sua pequena cozinha em Paris, Rachel explora as receitas francesas tradicionais de uma maneira bacana e mais simples, ajuda a colocar um toque de french cooking no dia a dia, do tipo “acho que eu consigo” – beem charmosinho!

3 – Fresh, Happy, Tasty – Jane Coxwell – Eu adooro esse livro! Jane é “personal chef” do Yatch de Diane Von Furstenberg (estilista). A bordo já viajou para mil lugares com ela e o legal do livro é essa coisa de usar os ingredientes “possíveis”, frescos e botando a criatividade pra trabalhar! As receitas são realmente FRESH and TASTY!

4 – Modern Mediterranean – Melia Marden – Melia é chef executiva do pequeno restaurante The Smile em NY. No livro ela conta que muito do que sabe vem da influência da mãe, que sempre cozinhou para a família! (tá bom, tenho um “q” de nostalgia em algum gen, e livros assim me fascinam). As receitas são cheias de histórias e ela mistura ingredientes de uma maneira que me fez pensar diferente – sabe aquela coisa de olhar por outro ângulo?

5 – Miss Dahl’s Voluptuous Delights – Sophie Dahl – Alguém ja viu o programa de TV da MIss Dahl (google, ok)? Puro Deleite! A produção é de chorar de linda! As receitas são gostosas e dá vontade de sair de sacolinha até a feira, voltar e fazer um jantar romântico! Sophie foi modelo antes de entrar para a turma da culinária, e o livro pra variar também conta mil histórias pessoais deliciosas – eu me rendo!

14out

A Ideia da Lu

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“Depois que meus filhos nasceram criei uma marca infantil” – poderia, mas esta não é a minha história. Tenho filhos pequenos que me inspiram todos os dias, mas a IDEIA DA LU nasceu muito antes deles, acho que junto com as brincadeiras no recreio, os diários secretos, os primeiros amores e rabiscos no caderno.

Sou louca por design infantil e comunicação visual em geral e por um período acreditei que ainda era  um resquício da adolescência. Com o tempo percebi que não, eu levo mesmo a sério o design infanto-juvenil e criei uma marca com produtos de decoração e acessórios para tornar o dia a dia com criança mais descolado, divertido, moderno e cheio de encantos. Para a minha sorte, moda e design para criança ganharam importância de gente grande e desta maneira, minha paixão virou trabalho, não é ótimo?

Nem se engane quem pensa que tudo são flores, criar uma marca infantil demanda um montão de trabalho de adulto, mas ao ver o resultado a minha alegria é mesmo de criança – se é que tem diferença!